Unidades de saúde que não garantirem segurança adequada para médicos poderão ser interditadas. A medida está prevista na Resolução nº 2.444/2025, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que entra em vigor no dia 1º de março de 2026 e será apresentada oficialmente em Cuiabá, dois dias depois, durante evento na sede do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).
A nova norma estabelece regras obrigatórias para proteger médicos no exercício profissional e autoriza os Conselhos Regionais de Medicina a determinarem a interdição ética, total ou parcial, de estabelecimentos onde não houver condições mínimas de segurança, o que pode resultar na suspensão dos atendimentos médicos nessas unidades.
O evento será realizado no dia 3 de março, às 9h, e reunirá médicos, gestores públicos e autoridades. A proposta é discutir os impactos diretos da resolução, que atinge hospitais, unidades básicas de saúde, UPAs e demais serviços públicos e privados.
O conselheiro federal Raphael Câmara, relator da resolução, fará a apresentação oficial da norma e trará dados sobre casos de violência contra médicos no Brasil e em Mato Grosso.
Entre as exigências estão:
- controle de acesso e videomonitoramento;
- botão de pânico;
- protocolos de resposta imediata em casos de agressão;
- suporte psicológico e jurídico aos profissionais;
- comunicação obrigatória de episódios de violência às autoridades;
- adoção de medidas estruturais de proteção.
A resolução também reforça que é direito do médico exercer a profissão em ambiente seguro e atribui aos gestores e diretores técnicos a responsabilidade pela adoção das medidas.
O evento contará ainda com a participação do secretário municipal de Saúde de Sorriso, Vanio Jordani, que apresentará as ações já em andamento no município para adequação às novas regras.
A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional do CFM e ocorre em um cenário de aumento da violência contra profissionais da saúde, tema que tem gerado preocupação crescente entre médicos e entidades da categoria.