CFM chamará entidades para discutir reconhecimento da especialidade urgência e emergência
Qui, 20 de Outubro de 2011 17:40
O Conselho Federal de Medicina (CFM) intermediará as discussões entre a Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (Abramurgen), Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e outras entidades envolvidas sobre o reconhecimento da urgência e emergência como especialidade médica. O compromisso foi firmado nesta quinta-feira (20), na tarde do primeiro dia de atividades do II Fórum Nacional de Urgência e Emergência do CFM.
O coordenador do fórum, conselheiro Mauro Luiz de Britto Ribeiro, classificou como um “momento histórico” a convergência das duas entidades rumo a esse caminho. “Nos comprometemos a chamar as duas entidades e demais segmentos envolvidos para conversarmos dentro da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CFM [por ele coordenada] e levar a discussão sobre o reconhecimento para dentro da Associação Médica Brasileira e da Comissão Nacional de Residência Médica”, afirmou Ribeiro.
Atualmente, a Medicina de Urgência está na relação das áreas de atuação reconhecidas pela Resolução CFM 1.973/2011; mas não consta na relação das 53 especialidades.
Debates – O entendimento ocorreu durante os debates sobre formação do médico emergencista e atendimento pré-hospitalar previstos na pauta do fórum. Hélio Penna Guimarães, vice-presidente da Abramurgen, e Frederico Arnaud, presidente da Abramede, apresentaram o posicionamento das respectivas entidades sobre o reconhecimento, que culminaram com a disposição comum de encaminhar o tema.
Outros tópicos apresentados foram a conjuntura internacional do tema – por José Luiz Bonamigo Filho, 2° tesoureiro da Associação Médica Brasileira (AMB) – e a importância da regulação médica no atendimento de urgência e emergência, apresentada pelo coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Monteiro Abrahão.
Responsabilidade – A responsabilidade do médico regulador ao encaminhar pacientes para hospital que não seja estruturado para o atendimento foi outro tema abordado. Hermann Tiesenhausen, conselheiro do CFM, alertou que o médico regulador na sua função institucional comete infração ética quando não encaminha pacientes ao local adequado. No entanto, a falta de vagas ou empecilhos no transporte isentam o médico de responsabilidade, pois cabe ao gestor “decidir os destinos hospitalares, não aceitando a inexistência de leitos vagos como argumento para não direcionar os pacientes” e “garantir o atendimento nas urgências, mesmo nas situações em que inexistam leitos vagos para a internação de pacientes”.
O fórum – As discussões do II Fórum Nacional de Urgência e Emergência do Conselho Federal de Medicina continuam nesta sexta-feira (21) na sede do CFM, em Brasília (DF). Clique aqui para acessar a programação (PDF).

O Conselho Federal de Medicina (CFM) intermediará as discussões entre a Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (Abramurgen), Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e outras entidades envolvidas sobre o reconhecimento da urgência e emergência como especialidade médica.

O compromisso foi firmado nesta quinta-feira (20), na tarde do primeiro dia de atividades do II Fórum Nacional de Urgência e Emergência do CFM. O coordenador do fórum, conselheiro Mauro Luiz de Britto Ribeiro, classificou como um “momento histórico” a convergência das duas entidades rumo a esse caminho. “Nos comprometemos a chamar as duas entidades e demais segmentos envolvidos para conversarmos dentro da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CFM [por ele coordenada] e levar a discussão sobre o reconhecimento para dentro da Associação Médica Brasileira e da Comissão Nacional de Residência Médica”, afirmou Ribeiro. 

Atualmente, a Medicina de Urgência está na relação das áreas de atuação reconhecidas pela Resolução CFM 1.973/2011; mas não consta na relação das 53 especialidades. Debates – O entendimento ocorreu durante os debates sobre formação do médico emergencista e atendimento pré-hospitalar previstos na pauta do fórum. Hélio Penna Guimarães, vice-presidente da Abramurgen, e Frederico Arnaud, presidente da Abramede, apresentaram o posicionamento das respectivas entidades sobre o reconhecimento, que culminaram com a disposição comum de encaminhar o tema. 

Outros tópicos apresentados foram a conjuntura internacional do tema – por José Luiz Bonamigo Filho, 2° tesoureiro da Associação Médica Brasileira (AMB) – e a importância da regulação médica no atendimento de urgência e emergência, apresentada pelo coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Monteiro Abrahão. Responsabilidade – A responsabilidade do médico regulador ao encaminhar pacientes para hospital que não seja estruturado para o atendimento foi outro tema abordado. Hermann Tiesenhausen, conselheiro do CFM, alertou que o médico regulador na sua função institucional comete infração ética quando não encaminha pacientes ao local adequado.

No entanto, a falta de vagas ou empecilhos no transporte isentam o médico de responsabilidade, pois cabe ao gestor “decidir os destinos hospitalares, não aceitando a inexistência de leitos vagos como argumento para não direcionar os pacientes” e “garantir o atendimento nas urgências, mesmo nas situações em que inexistam leitos vagos para a internação de pacientes”. O fórum – As discussões do II Fórum Nacional de Urgência e Emergência do Conselho Federal de Medicina continuam nesta sexta-feira (21) na sede do CFM, em Brasília (DF). Clique aqui para acessar a programação (PDF).

Fonte: CFM

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